Em 1986, o Papa da sinais de estar tentando afastar-se do Acordo
Vaticano-Moscou: O MARXISMO ESTA EM GUERRA CONTRA A IGREJA.
O Papa Joao Paulo II compreendeu que o Acordo Vaticano-Moscou e ruim
para a Igreja. Os Comunistas ainda perseguem a Igreja e nao tem mantido
o acordo. O Papa Joao Paulo II, em fevereiro e marco de 1984, repetidamente
denunciou a perseguicao de Catolico na Lituania, Russia e Albania.
Em setembro de 1984, o documento sobre a Teologia da Libertacao, que
foi duramente criticado pelos regimes Comunistas, em geral, foi publicado
com a ordem explicita de Joao Paulo II. Em 1985, o Papa , em seu discurso
aos bispos Catolicos Ucranianos, ratificou a conclusao de que eles
ainda sofrem perseguicoes por parte da Russia Sovietica. Em maio de
1986, pela primeira vez, em 25 anos, o Papa escreveu contra o Comunismo,
na enciclica "Dominum et Vivificantem". Aqui seque a passagem-Chave:
"Infelizmente, a resistencia ao Espirito Santo, que Sao Paulo enfatiza
na dimensao interior e subjetiva como tensao, conflito e rebeliao,
que toma conta do coracao humano e ocorre em todos os periodos da
Historia e, especialmente, na era moderna, em sua dimensao externa,
tomando forma concreta como contexto cultural e civilizacao, como
um sistema filosofico, uma ideologia, um programa de acao destinado
a moldar o comportamento humano. Essa resistencia alcanca sua expressao
maxima no materialismo, em duas abrangencias: em sua forma teorica,
funciona como um sistema de pensamento e, em sua forma pratica, como
um metodo de interpretar e avaliar o fatos de acordo com um programa
de conduta correspondente. Este sistema tem se desenvolvido amplamente
e chegou a provocar consequencias praticas extremas, frutos desta
maneira de pensar, da ideologia e pratica dialetica do materialismo
historico, que ainda e reconhecido como o cerne do Marxismo.
Em principio e de fato o materialismo radicalmente exclui a presenca
e a acao de Deus, que e Espirito, no mundo e acima de todos os homens.
Fundamentalmente, isto ocorre porque le nao aceita a existencia de
Deus, sendo um sistema essencial e sistematicamente ateistico. Este
e o fenomeno conflitual de nosso tempo: ateismo, a que o Concilio
Vaticano II votou algumas paginas deveras significativas.
Ele segue, conforme esta interpretacao (dos Marxistas) a teoria de
que a religiao pode ser entendida apenas como uma especie de "ilusao
idealista", e que deve ser combatida com os meios mais adequados,
metodos que estejam de acordo com as circunstancias de tempo e lugar,
a fim de ser eliminado da sociedade e do amago do coracao humano.
Pode-se afirmar, todavia, que o materialismo e o desenvolvimento sistematico
e logico daquela "resistencia" e oposicao condenadas por Sao Paulo,
atraves das palavras: "Os desejos da carne sao contra o Espirito".
Mas, como ressalta Sao Paulo, na segunda parte de seu aforismo, este
antagonismo e mutuo: "os desejos do Espirito sao contra a carne".
Aqueles que desejam viver pelo Espirito, aceitando e correspondendo
a sua atividade salvifica, nao podem senao rejeitar as tendencias
internas e externas dos clamores da "carne", em sua expressao ideologica
e historica como acontece no "materialismo" anti-religioso.
Nota do Editor:
Um item que indica que o Acordo Vaticano-Moscou ainda se encontra
em vigencia (pelo menos em parte) e o paragrafo escrito por Arnauld
De Lassus, na Franca, em 1987. A traducao deste artigo, "Fatima, um
sinal nos Ceus", foi publicado na Escocia por "Apropos", numero 3,
em maio de 1988. "Desde 1984, certos documentos da Santa Se tem criticado
fortemente a ideologia Marxista, e em particular, a Instrucao sobre
certos aspectos que a Teologia da Libertacao teceu a essas criticas.
Ela foi editada pela Congregacao para a Doutrina da Fe, em 6 de agosto
de 1984. Mas, nenhum desses documentos renovou a condenacao do regime
comunista, da maneira como fizeram Pio XI e Pio XII, cujas declaracoes
podem ser resumidas pelas palavras de Pio XII, em sua Mensagem de
Natal, em 1955: 'Nos rejeitamos o Comunismo como sistema social em
virtude da doutrina de Cristo'."