IRMA LUCIA FOI SILENCIADA!
Irma Lucia tem sido silenciada. Disso nao temos a menor duvida. Por mais
de 25 anos, Irma Lucia tem sido impedida de dizer ao mundo a completa
mensagem de N. Senhora de Fatima. Algumas pessoas acham isso chocante,
outras nao acreditam neste processo de coacao. Elas, de alguma forma,
pensam, que tomar conhecimento da verdade, neste caso, e ser infiel a
Igreja. Mas, fora de qualquer duvida Irma Lucia tem sido obrigada a guardar
silencio.
Para aqueles que ainda duvidam que alguns "oficiais" obrigam Irma Lucia
a silenciar, precisamos apenas refletir sobre os seguintes fatos: em julho
e agosto de 1982, um exemplar de um jornal americano alegou que, em maio
e 1982, Irma Lucia declara que a Consagracao da Russia havia sido realizada,
de acordo com as exigencias de N. Senhora de Fatima. Esta historia falsa,
este cruel embuste(1), foi publicado atraves do mundo todo e a ele muitas
pessoas deram credito. A primeira oportunidade oficial que Irma Lucia
teve para negar esta falsidade, sem rodeios, foi-lhe dado somente em 19
de marco de 1983.
Naquela data, o representante do Papa, em Portugal, tinha ido a Coimbra.
Sua Graca, o Arcebispo Portalupi, dirigiu-se para la especificamente para
se encontrar com Irma Lucia. Levou com ele duas testemunhas. Irma Lucia
havia preparado uma declaracao por escrito. Foi naquela historica ocasiao
que Irma Lucia negou a ja mencionada e falsa afirmacao, reportada por
uma pseudo-entreveista, em maio de 19832. Ela disse:
"A Consagracao da Russia nao foi realizada como N. Senhora ordenou", e
"eu nao pude afirmar isto porque nao tive a devida permissao da Santa
Se".
Assim, neste importante assunto, do qual depende a paz mundial e nomeadamente
a Consagracao da Russia, o mundo inteiro foi confundido, por nove meses,
porque Irma Lucia, de agosto de 1982 ate marco de 1983 nao foi autorizada
a falar. E obvio que haja sido silenciada. E deste modo tem permanecido,
ate hoje, apesar da incontestavel entrevista concedida por Irma Lucia
ao Arcebispo Portalupi, em 9 de marco de 1983. Ate este dia, maio de 1986,
falsa entrevista de maio de 1982 ainda e amplamente tida como verdadeira
pelas pessoas de boa vontade. Como resultado desta falsa reportagem, a
qual nao foi desmentida, ate a presente data, por aqueles que a publicaram,
os inimigos de N. Senhora de Fatima tem podido levar vantagem sobre isso,
barrando os fieis que desejam solicitar ao Papa a Consagracao da Russia.
Os fieis teriam continuado a pedir esta consagracao, se nao tivessem sido
mantidas na ignorancia dos fatos atraves do silenciamento de Irma Lucia.
E por causa do silencio de Irma Lucia (e apenas em raras ocasioes dao-lhe
permissao para fazer uma declaracao especial, e ainda assim, diante de
umas poucas pessoa escolhidas) que os divulgadores da falsa informacao
de 1982 podem continuar a obter espaco para repeti-la.
Estas pessoas mantem, ao mesmo tempo, uma imagem de que se refere, como
tambem sao tidas como fontes de informacao as mais fidedignas. Muitos
dos fieis sao, deste modo, mantidos no desconhecimento dos fatos e de
tudo que se refere a Fatima. E a causa dessa lacuna e o silencio compulsorio
de Lucia, porta-voz de N. Senhora.
Esta danosa pratica de espalhar aos quatro ventos a desinformacao, valendo-se
do nao pronunciamento de Irma Lucia, comecou ha muitos anos, para ser
mais preciso, ha 25 anos atras. Houve, porem, uma entrevista verdadeira,
autentica, dada por ela ao Padre Fuentes, em 26 de dezembro de 1957.
Segundo O Cruzado de Fatima, no exemplar numero 19, pagina 3, durante
a citada entrevista, Irma Lucia discutiu o insolente esquecimento que
sepulta a Mensagem de N. Senhora, nao importa se provocado por bons ou
maus elementos. Continuou relatando ao Pe. Fuentes, "como muitas nacoes
desapareciam da face da terra", por forca da Mensagem de N. Senhora de
Fatima ter sido ignorado. Falou no incontavel; numero de almas que seriam
arrastadas ao inferno, como resultado desta alienacao no tocante as advertencias,
indiscutivelmente urgentes, feitas por nossa Mae e Senhora de Fatima.
Em consequencia da corajosa publicacao desta entrevista, o Pe. Fuentes
sofreu perseguicao totalmente imerecida, sem precedentes, da parte de
alguns oficiais anonimos da Diocese de Coimbra, onde Irma Lucia reside.
Estes "oficiais" sem rosto, fantasmas, publicaram anonimamente no boletim
daquela diocese, sem indicacao das fontes de onde provinha a informacao,
que Irma Lucia nao havia dito nada daquilo que o Pe. Fuentes declarara
ter ouvido dela, pessoalmente.
Pelo senso comum, como tambem pelos principios da lei, fomos informados
de que uma declaracao feita por um oficial nao identificado, nao tem validade
real e isto por varias razoes.
A primeira delas argi que, nao havendo possibilidade de autenticar, verificar,
inquirir a pessoa responsavel pela citada informacao a respeito de Irma
Lucia, se esta de fato e verdadeira e de onde procede, pode-se presumir
que a declaracao, e infundada e considera-la como se nunca houvesse sido
feita.
Em segundo lugar, o fato de um oficial emitir uma declaracao, nao a torna
necessariamente "oficial", porque isto e um principio do Direito Natural
que se aplica tanto em ambito civil quanto eclesiastico. Se um oficial
nao assume a responsabilidade de haver publicamente prestado declaracoes
sob identificacao comprovada, estas declaracoes, de fato, sao nulos e
inocuas, e nao tem autoridade legal.
De inicio, Pe. Alonso, arquivista oficial do Bispo de Fatima, em 1971,
adotou a posicao nada oficial da Curia de Coimbra. Entretanto, apos estudar
profundamente a materia, veio em defesa o Pe. Fuentes, por volta de 1976.
Foi quando declarou: "O texto autentico, o qual segundo a justica e o
unico atribuivel ao Pe. Fuentes, em minha opiniao nada contem que justifique
a nota condenatoria de Coimbra. Muito pelo contrario, reforca a doutrina
e se mostra plenamente apto a piedosamente edificar o povo Cristao." Por
volta de 1976, Pe. Alonso ficou sabendo que nem o Pe. Fuentes, tampouco
Irma Lucia, tinham burlado a opiniao publica atraves do que disseram nesta
autentica e referida entrevista.
Em recente publicacao, uma organizacao Mariana teve a audacia de ainda
referir-se ao anonimo oficial da Diocese de Coimbra, presumindo que este
falara em nome de Irma Lucia e de que ela nunca havia dito ao Pe. Fuentes
o que ele depois reportara para o publico, em geral. Ninguem, ate o momento,
tem obtido permissao para interrogar Irma Lucia, oficial e publicamente,
sobre este assunto, e muito menos para divulgar qual a verdade dos fatos
e isto por mais de 25 anos. Se Irma Lucia revelou isto a um porta-voz
da Diocese, por que, depois de 25 anos, nao temos a identificacao esta
pessoa? Sera exatamente por isso que Irma Lucia e impedida de prestar
declaracoes pessoalmente?
Temos conhecimento de que o Arcebispos do Pe. Fuentes publicamente o defendeu
e que ate mesmo o Cardeal do Mexico, publicamente pos-se em defesa da
veracidade da entrevista do Pe. Fuentes com Irma Lucia.
Malgrado a campanha de desinformacao impingida ao publico na versao contraria,
Irma Lucia recebeu de N. Senhora a incumbencia de revelar o Terceiro Segredo
ao mundo, no maximo ate o final do ano de 1960. Ela deseja, de coracao,
obedecer as ordens de N. Senhora, mas nao tem permissao para tanto. Em
1967, de acordo com um pesquisador dos assuntos de Fatima, Irma Lucia
pessoalmente apelou ao Papa Paulo VI para que ele revelasse o segredo
ao mundo inteiro, mas o Sumo Pontifice recusou-se a faze-lo.
Por conseguinte, a despeito do fato de que o Patriarca de Lisboa prometeu,
de viva voz, a Irma Lucia, que revelaria o Segredo ao mundo em 1960, nao
foi capaz de cumprir sua palavra, pois o texto que continha as revelacoes
foi removido do Vaticano, por algumas pessoas. (Veja o artigo de Frei
Michel, na pagina 2, exemplar numero 20 do Cruzado de Fatima.)
Foi por falar de um modo claro e insofismavel que Irma Lucia foi silenciada.
E, seu silencio compulsorio silenciou tambem a Mensagem de Fatima, que
ainda nao e suficientemente conhecida por todos. Por caso da imposicao
deste silencio, N. Senhora tem sido desobedecida e nossos inimigos, que
sao os inimigos de Deus, continuam avancando e dominando a terra. 1- Veja
a pagina 365 e seguintes, deste livro.